ISBN-13: 9783639753738 / Portugalski / Miękka / 2015 / 160 str.
Mesmo tendo uma vasta producao acerca dos processos migratorios no territorio brasileiro, e importante colocar algumas particularidades impostas pelo modo capitalista de producao no bojo desses acontecimentos. Dentro desse contexto, procura-se contribuir com algumas consideracoes a respeito do trabalhador volante ou boia-fria ligado ao setor agroindustrial sucroalcooleiro, que tem por caracteristica o trabalho migratorio. A formacao destes trabalhadores se deu no decorrer do tempo, mais especificamente nas decadas finais do seculo XIX e ao longo do seculo XX. Contudo, houve uma serie de relacoes especificas entre os demais agentes economicos, dentre eles o Estado, os capitalistas e os latifundiarios que, com o intuito de modernizar a atividade no meio rural, promoveu a expropriacao camponesa atraves das constantes modernizacoes conservadoras das tecnicas de producao e com isso foram empregando a mao-de-obra "libertada" do campo. Esse fenomeno assemelha-se com a teoria da mobilidade forcada de Gaudemar (1976). Para tanto, procurou-se delimitar como area de estudo a Mesorregiao Noroeste Paranaense, e investigar a mobilidade dos trabalhadores rurais ligados ao setor canavieiro."
Mesmo tendo uma vasta produção acerca dos processos migratórios no território brasileiro, é importante colocar algumas particularidades impostas pelo modo capitalista de produção no bojo desses acontecimentos. Dentro desse contexto, procura-se contribuir com algumas considerações a respeito do trabalhador volante ou boia-fria ligado ao setor agroindustrial sucroalcooleiro, que tem por característica o trabalho migratório. A formação destes trabalhadores se deu no decorrer do tempo, mais especificamente nas décadas finais do século XIX e ao longo do século XX. Contudo, houve uma série de relações específicas entre os demais agentes econômicos, dentre eles o Estado, os capitalistas e os latifundiários que, com o intuito de modernizar a atividade no meio rural, promoveu a expropriação camponesa através das constantes modernizações conservadoras das técnicas de produção e com isso foram empregando a mão-de-obra "libertada" do campo. Esse fenômeno assemelha-se com a teoria da mobilidade forçada de Gaudemar (1976). Para tanto, procurou-se delimitar como área de estudo a Mesorregião Noroeste Paranaense, e investigar a mobilidade dos trabalhadores rurais ligados ao setor canavieiro.