ISBN-13: 9783639614909 / Portugalski / Miękka / 2014 / 180 str.
O presente trabalho tem como objetivo pesquisar as relacoes intertextuais existentes entre o romance "Ensaio sobre a Cegueira," de Jose Saramago, e as reflexoes propostas pelo pensamento de Martin Heidegger. A partir de questoes como o "ser" e a "verdade," tentaremos estabelecer parametros possiveis de leitura da representacao da "cegueira," criada por Saramago, capaz de afetar o homem contemporaneo. Delimitando como palco de atuacao o mundo denominado pela critica como "pos-moderno," e nosso intuito apresentar e questionar algumas teorizacoes sobre o pos-modernismo e refletir sobre sua possivel correspondencia com a sociedade atual e com a ficcao de Saramago. A verdade sera desconstruida, principalmente no sentido de evidenciar que o sujeito perdeu sua forca dentro da trama complexa do mundo pos-moderno. Pensaremos, ainda, neste sujeito cego e sua caminhada por uma cidade labirintica. Procuraremos perceber como o romancista portugues utiliza-se destes dados, atraves de uma dominante ontologica, para problematizar o ser humano e seu vinculo com um mundo marcado por um estado de "cegueira" e assim, atraves da ficcao, compor seus questionamentos pautados na etica e na existencia."
O presente trabalho tem como objetivo pesquisar as relações intertextuais existentes entre o romance "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, e as reflexões propostas pelo pensamento de Martin Heidegger. A partir de questões como o "ser" e a "verdade", tentaremos estabelecer parâmetros possíveis de leitura da representação da "cegueira", criada por Saramago, capaz de afetar o homem contemporâneo. Delimitando como palco de atuação o mundo denominado pela crítica como "pós-moderno", é nosso intuito apresentar e questionar algumas teorizações sobre o pós-modernismo e refletir sobre sua possível correspondência com a sociedade atual e com a ficção de Saramago. A verdade será desconstruída, principalmente no sentido de evidenciar que o sujeito perdeu sua força dentro da trama complexa do mundo pós-moderno. Pensaremos, ainda, neste sujeito cego e sua caminhada por uma cidade labiríntica. Procuraremos perceber como o romancista português utiliza-se destes dados, através de uma dominante ontológica, para problematizar o ser humano e seu vínculo com um mundo marcado por um estado de "cegueira" e assim, através da ficção, compor seus questionamentos pautados na ética e na existência.