ISBN-13: 9783639694970 / Portugalski / Miękka / 2015 / 212 str.
Nas ultimas decadas, as Organizacoes da Sociedade Civil (OSCs) tem assumido um papel central na esfera publica. A ampliacao do interesse pelas OSCs veio acompanhada por criticas a sua atuacao, tendo destaque os questionamentos sobre representatividade, impacto, transparencia e sobre a sua propria legitimidade. Nesse cenario, esse livro parte da seguinte pergunta: quais sao as justificacoes dominantes que embasam a atuacao e a existencia das OSCs, conferindo-lhes legitimidade? Para responder esta questao, as autoras realizam uma analise de conteudo baseada em diferentes teorias de legitimidade e na Teoria da Capacidade Critica (Boltanski & Thevenot, 2006). Desenvolvem entao um quadro de analise para compreender as justificacoes dos 46 atores do campo social entrevistados na Regiao Sul do Brasil. Conclui-se que as dimensoes pragmatica e moral da legitimidade sao predominantes, estimulando a adaptacao das OSCs a padroes externamente estabelecidos, pondo em risco a pluralidade do campo. No intuito de fortalecer a legitimidade cognitiva, as organizacoes sao incentivadas a interagir com o ambiente externo, fazendo compreender a razao de sua existencia e atuacao.
Nas últimas décadas, as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm assumido um papel central na esfera pública. A ampliação do interesse pelas OSCs veio acompanhada por críticas à sua atuação, tendo destaque os questionamentos sobre representatividade, impacto, transparência e sobre a sua própria legitimidade. Nesse cenário, esse livro parte da seguinte pergunta: quais são as justificações dominantes que embasam a atuação e a existência das OSCs, conferindo-lhes legitimidade? Para responder esta questão, as autoras realizam uma análise de conteúdo baseada em diferentes teorias de legitimidade e na Teoria da Capacidade Crítica (Boltanski & Thévenot, 2006). Desenvolvem então um quadro de análise para compreender as justificações dos 46 atores do campo social entrevistados na Região Sul do Brasil. Conclui-se que as dimensões pragmática e moral da legitimidade são predominantes, estimulando a adaptação das OSCs a padrões externamente estabelecidos, pondo em risco a pluralidade do campo. No intuito de fortalecer a legitimidade cognitiva, as organizações são incentivadas a interagir com o ambiente externo, fazendo compreender a razão de sua existência e atuação.