ISBN-13: 9783639846423 / Portugalski / Miękka / 2015 / 200 str.
A caracterizacao da logica apresentada na Critica da Razao Pura, como "ciencia das regras do entendimento," e marcada por uma distincao entre dois niveis de consideracao. A logica geral concernem as regras que governam o pensamento per se, abstraindo-se da diferenca entre seus objetos e, portanto, do modo como porventura os conhecamos. Nas palavras de Kant, ela "abstrai de todo conteudo da cognicao, isto e, de toda referencia desta ao objeto, e considera apenas a forma logica na relacao das cognicoes entre si, isto e, a forma logica do pensamento em geral." A logica transcendental, por sua vez, concernem "as regras do pensamento puro de um objeto"; sendo assim, embora abstraia do "conteudo empirico" de nossas representacoes, ela considera a forma de nossa referencia as coisas. Todavia, nao obstante as logicas geral e transcendental operem em registros distintos, seus pressupostos devem mostrar-se compativeis, sob pena de lancar-se a concepcao kantiana do entendimento em um curto-circuito. O presente trabalho parte desse pressuposto de toda reconstrucao coerente da Critica e procura examinar que especie de concepcao da estrutura da representacao conceitual e capaz de satisfaze-lo."
A caracterização da lógica apresentada na Crítica da Razão Pura, como "ciência das regras do entendimento", é marcada por uma distinção entre dois níveis de consideração. À lógica geral concernem as regras que governam o pensamento per se, abstraindo-se da diferença entre seus objetos e, portanto, do modo como porventura os conheçamos. Nas palavras de Kant, ela "abstrai de todo conteúdo da cognição, isto é, de toda referência desta ao objeto, e considera apenas a forma lógica na relação das cognições entre si, isto é, a forma lógica do pensamento em geral". À lógica transcendental, por sua vez, concernem "as regras do pensamento puro de um objeto"; sendo assim, embora abstraia do "conteúdo empírico" de nossas representações, ela considera a forma de nossa referência às coisas. Todavia, não obstante as lógicas geral e transcendental operem em registros distintos, seus pressupostos devem mostrar-se compatíveis, sob pena de lançar-se a concepção kantiana do entendimento em um curto-circuito. O presente trabalho parte desse pressuposto de toda reconstrução coerente da Crítica e procura examinar que espécie de concepção da estrutura da representação conceitual é capaz de satisfazê-lo.