ISBN-13: 9783841712912 / Portugalski / Miękka / 2016 / 88 str.
Desde o inicio da psicanálise a fobia se apresenta como questão a impulsionar elaborações teóricas. A partir de um caso clínico emerge a seguinte questão: a fobia pode ser considerada uma entidade clínica ou é antes uma figura clínica a se presentificar em contextos diversos? É esta questão que nos leva a mergulhar nas elaborações de Freud, Lacan e quatro autores contemporâneos que reacendem o debate em torno da fobia. Assumir a psicanálise como uma práxis implica buscar elementos que nos possibilitem tratar o real da clínica pelo simbólico. A pesquisa em psicanálise parte da experiência clínica e a ela retorna perpassada pelos conceitos que nos guiam. Este movimento contínuo de ida e volta provoca mudanças tanto na teoria, quanto na clínica. A escuta questiona a teoria e a teorização modifica a escuta clínica provocando efeitos na condução do tratamento. É precisamente este o movimento empreendido: partimos de um caso clínico para, ao final, retornarmos a ele. É a psicanálise tomada como corpo teórico vivo, renovada a cada vez que um analista busca formalizar o percurso de uma análise.