ISBN-13: 9783639692051 / Portugalski / Miękka / 2014 / 324 str.
Para a poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, o espaco existencial do homem tornou-se um centro gerador da escritura, um fundamento para a criacao poetica. A espacialidade criada pela linguagem serve como um ponto catalisador, base pela qual a poeta explicita um fecundo mergulho no mundo, em que seres e coisas sao captados por um vislumbre lirico de extase e paixao. O real, em sua aparicao epifanica, ganha uma aura de encantamento, pela qual a voz lirica se conjuga no mundo, formando um verdadeiro tecido inconsutil. Assim, dessa intensa relacao com os espacos, nasce uma aguda consciencia dos limites humanos e de nossa condicao historica. Diante de um mundo em ruinas, a poeta ira empreender um canto de resistencia, denunciando, principalmente nas cidades reificadas, a crescente desumanizacao do homem. Tanto a espacialidade e fundamental na obra de Sophia, que podemos dizer que sua escrita e uma "topoiesis" ou "topoetica." Dessa forma, para a escritora portuguesa, o ser do homem traduz-se, liricamente, pelo estar no mundo."
Para a poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, o espaço existencial do homem tornou-se um centro gerador da escritura, um fundamento para a criação poética. A espacialidade criada pela linguagem serve como um ponto catalisador, base pela qual a poeta explicita um fecundo mergulho no mundo, em que seres e coisas são captados por um vislumbre lírico de êxtase e paixão. O real, em sua aparição epifânica, ganha uma aura de encantamento, pela qual a voz lírica se conjuga no mundo, formando um verdadeiro tecido inconsútil. Assim, dessa intensa relação com os espaços, nasce uma aguda consciência dos limites humanos e de nossa condição histórica. Diante de um mundo em ruínas, a poeta irá empreender um canto de resistência, denunciando, principalmente nas cidades reificadas, a crescente desumanização do homem. Tanto a espacialidade é fundamental na obra de Sophia, que podemos dizer que sua escrita é uma "topoiesis" ou "topoética". Dessa forma, para a escritora portuguesa, o ser do homem traduz-se, liricamente, pelo estar no mundo.