ISBN-13: 9786139697441 / Portugalski / Miękka / 2018 / 180 str.
A presente investigação se faz com o objetivo de compreender a memória da produção de sentidos sobre o sexo nos livros didáticos de 1952 até 2012. A perspectiva de memória se justifica na escolha teórica metodológica pela Análise do Discurso da linha francesa, a partir da qual entendo que o estudo do discurso não prescinde de uma atenção às formulações anteriores e às respectivas produções de sentido. Acrescento, à fundamentação teórica da pesquisa, o pensamento de Michel Foucault, a partir do qual entendo o sexo como resultante de um dispositivo de poder, produzido para responder a uma urgência. No âmbito escolar, o percurso hegemônico teria determinado que o sexo, no sentido anatômico-fisiológico, figurasse como assunto tratado no contexto do ensino da reprodução humana, na disciplina de Ciências, exclusividade que foi contestada pelos autores dos PCNs, documentos publicados em 1997. Este estudo ilumina o fato de que, na década de 1990, surgem novos processos de significação em torno do sexo nos livros didáticos de Ciências, quando ele passa a ser associado às emoções, ao mesmo tempo em que o texto pressupõe o adolescente como sujeito do discurso.