ISBN-13: 9783841704672 / Portugalski / Miękka / 2015 / 332 str.
Esta tese apresenta um estudo comparativo entre a trilogia O tempo e o vento, do escritor brasileiro Erico Verissimo, e o romance Yaka, do escritor angolano Pepetela, pelo fato dos dois escritores se utilizarem de estrategias narrativas comuns, tais como a saga familiar, a metaficcao, a tecnica narrativa do contraponto e a polifonia na escrita de suas narrativas de fundacao. A utilizacao de recursos narrativos comuns tornam semelhantes as estruturas narrativas das duas obras que formam o corpus da pesquisa. Ao final, esperamos ter comprovado que a obra do escritor brasileiro serviu de modelo para o escritor angolano, que incorporou algumas de suas estrategias narrativas e as adaptou ao contexto da literatura angolana, segundo o conceito de intertextualidade de Julia Kristeva que concebe a escrita de um texto literario como a leitura do corpus anterior, nocao que implica ver o texto como absorcao e transformacao de um outro texto, de modo que o romancista ao escrever a sua obra sempre parte de um modelo preexistente, seja para legitima-lo ou questiona-lo, sem que isto signifique que ele tenha feito uma mera copia do modelo apropriado."
Esta tese apresenta um estudo comparativo entre a trilogia O tempo e o vento, do escritor brasileiro Erico Verissimo, e o romance Yaka, do escritor angolano Pepetela, pelo fato dos dois escritores se utilizarem de estratégias narrativas comuns, tais como a saga familiar, a metaficção, a técnica narrativa do contraponto e a polifonia na escrita de suas narrativas de fundação. A utilização de recursos narrativos comuns tornam semelhantes as estruturas narrativas das duas obras que formam o corpus da pesquisa. Ao final, esperamos ter comprovado que a obra do escritor brasileiro serviu de modelo para o escritor angolano, que incorporou algumas de suas estratégias narrativas e as adaptou ao contexto da literatura angolana, segundo o conceito de intertextualidade de Julia Kristeva que concebe a escrita de um texto literário como a leitura do corpus anterior, noção que implica ver o texto como absorção e transformação de um outro texto, de modo que o romancista ao escrever a sua obra sempre parte de um modelo preexistente, seja para legitimá-lo ou questioná-lo, sem que isto signifique que ele tenha feito uma mera cópia do modelo apropriado.