ISBN-13: 9783639839630 / Portugalski / Miękka / 2015 / 172 str.
Neste trabalho procuramos analisar como se da a construcao do discurso ironico nas cronicas politicas de Luis Fernando Verissimo. Para tanto, foram selecionadas trinta cronicas publicadas no jornal O Globo, no ano de 2004. Em primeiro lugar, fizemos um levantamento teorico com autores contemporaneos que trabalharam a questao da ironia. As concepcoes selecionadas para compor o quadro teorico deste trabalho sao: a) a ironia como mencao (SPERBER; WILSON, 1978); b) a ironia como contradicao argumentativa (BERRENDONNER, 1987); c) a ironia como fenomeno polifonico (DUCROT, 1987); d) a ironia como tropo (KERBRAT-ORECCHIONI, 1980). Em segundo lugar, a ironia foi elaborada do ponto de vista argumentativo, destacando-se a polifonia como uma de suas estrategias de argumentacao. Em terceiro lugar, foi feita uma breve reflexao sobre a questao do genero. Tendo como base a nocao de Foucault (1972) sobre formacao discursiva, a definicao de genero proposta por Bakhtin (2003) e concepcoes atuais advindas da formulacao bakhtiniana, tentamos chegar a uma caracterizacao do genero cronica. Por fim, foi feita uma analise das cronicas selecionadas, tendo em vista o quadro teorico montado."
Neste trabalho procuramos analisar como se dá a construção do discurso irônico nas crônicas políticas de Luis Fernando Veríssimo. Para tanto, foram selecionadas trinta crônicas publicadas no jornal O Globo, no ano de 2004. Em primeiro lugar, fizemos um levantamento teórico com autores contemporâneos que trabalharam a questão da ironia. As concepções selecionadas para compor o quadro teórico deste trabalho são: a) a ironia como menção (SPERBER; WILSON, 1978); b) a ironia como contradição argumentativa (BERRENDONNER, 1987); c) a ironia como fenômeno polifônico (DUCROT, 1987); d) a ironia como tropo (KERBRAT-ORECCHIONI, 1980). Em segundo lugar, a ironia foi elaborada do ponto de vista argumentativo, destacando-se a polifonia como uma de suas estratégias de argumentação. Em terceiro lugar, foi feita uma breve reflexão sobre a questão do gênero. Tendo como base a noção de Foucault (1972) sobre formação discursiva, a definição de gênero proposta por Bakhtin (2003) e concepções atuais advindas da formulação bakhtiniana, tentamos chegar a uma caracterização do gênero crônica. Por fim, foi feita uma análise das crônicas selecionadas, tendo em vista o quadro teórico montado.